Rodrigo Adriano Farias dos Santos

Dezembro 2025: Tempo derradeiro e novas perspectivas

Postado em 03 de dezembro de 2025 Por Rodrigo Adriano Farias dos Santos Advogado, Conselheiro da Subseccional OAB São Lourenço/Camaragibe, Secretário da Comissão de Prerrogativas da Subseccional OAB São Lourenço/Camaragibe e Professor.

Eis que, de repente, já é dezembro! Um dia desses, era dezembro do ano passado. Hoje, é dezembro do ano presente. Será que alguém acelerou o passo do calendário? O que se sabe é que a efemeridade do tempo tem tomado contornos cada vez mais céleres em nossas vidas. Tudo tem passado por demais rapidamente em nosso cotidiano. Isso nos faz relembrar da genialidade de Patativa do Assaré que ganhou vida na voz de Luiz Gonzaga ao entoar os versos de A Triste Partida: “Setembro passou, com oitubro e novembro. Já tamo em dezembro. Meu Deus, que é de nós? Meu Deus, meu Deus.”

Hodiernamente, em tempos de metanol, nos quais indivíduos criminosos buscam, sobremaneira, o lucro em detrimento da vida humana, promovem um sem-fim de destruição da própria natureza. Fatos que nos possibilitam recordar daquele excerto contido no Xote Ecológico com Luiz Gonzaga: “Não posso respirar, não posso mais nadar. A terra está morrendo, não dá mais pra plantar. Se plantar não nasce, se nasce não dá. Até pinga da boa é difícil de encontrar.” Realmente, até pinga da boa tá difícil de encontrar.

Em poucos dias, já estaremos em 2026. E o que faremos por lá? Há exatamente um ano atrás também fizemos esse mesmo exercício filosófico e cá estamos vivenciando hoje aquilo que projetamos lá naquele momento. Será que temos de fato praticado o projetado? Ou ficou tudo apenas no plano teórico? Seja qual for a resposta à tal indagação, exsurge o momento de reprogramarmos as novas auroras com vistas a mais uma translação, afinal, daqui a bem pouco tempo já estaremos com os pés em 2026. Em nossa expressividade popular tão característica, oxente já é quase ano novo de novo!

Diante dessa perspectiva, faz-se necessária muita serenidade e esperança no aguardo do ano vindouro que pede passagem. Não se pode acreditar no acaso, é interessante realmente colocar no papel o que se propõe a fazer no ano que se aproxima e durante ele executar com alegria a proposta. Esse é o sentido proposto pela tão marcante canção nas vozes de Gonzaga e Gonzaguinha, Pense N’eu: “Tô feliz pois apesar do sofrimento. Vejo um mundo de alegria bem na raiz. Vamos lá! Alegria muita fé e esperança. Na aliança pra fazer tudo melhor. E será! Felicidade o teu nome é união. E povo unido é beleza mais maior.”

Noutro ponto da correria diária, do jeito que as pessoas estão agindo frente às questões ambientais, a cada dia estamos enfrentando mais problemas. A problemática cresce a olhos vistos e a tomada de consciência insiste em não chegar para a maioria. Nesse sentido, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, ocorrida em solo brasileiro, teve papel relevantíssimo nessa conscientização ambiental. De suma importância, pois, o alerta para a situação ambiental. Num momento em que as pessoas vivem amalgamadas à tecnologia e que um dia com 24 horas parece ser insuficiente para tantas demandas diárias. É necessário compreender a importância das políticas ambientais com vistas a um futuro mais sustentável para todos.

Essa correria desenfreada da vida hodierna tem impactado severamente a saúde das pessoas. Nesse contexto, há inegavelmente duas vidas para cada sujeito hoje (a vida comum e a vida digital). São horas a fio ligados às telas: redes sociais, aplicativos, sites etc. Contudo, essa duplicidade vivida hoje tem acarretado drasticamente, sobretudo, a saúde mental, dos sujeitos viventes. Infelizmente, os reflexos têm sido percebidos até mesmo nas crianças a cada dia. Qual será a solução para essa questão que atinge todas as camadas sociais? Vale refletirmos acerca dessa questão haja vista todos sermos também impactados com esse novo mundo amalgamado à tecnologia 24 horas todos os dias.

Aproximando-se cada vez mais do ano vindouro, é tempo de oxigenarmos os pensamentos com vistas à realização dos objetivos e metas traçadas para o futuro, sendo crucial desapegar-se desse emaranhado tecnológico vigente. Assim, remetamo-nos às inteligências de Luiz Gonzaga e Zé Dantas que há tempos já proclamavam a importância do desligar-se em Riacho do Navio: “Ah! Se eu fosse um peixe. Ao contrário do rio. Nadava contra as águas. E nesse desafio. Saía lá do mar pro riacho do navio. Eu ia direitinho. Pro riacho do navio. Pra ver o meu brejinho. Fazer umas caçada. Ver as pegá de boi. Andar nas vaquejada. Dormir ao som do chocalho. E acordar com a passarada. Sem rádio e sem notícia. Das terra civilizada.” Feliz 2026 a todos!

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