A Reforma Tributária instaurada redefine decisões estratégicas ao promover uma transformação estrutural que, além de simplificar o sistema de arrecadação, busca alinhá-lo a práticas lógicas e modernas.
Este ano foi iniciada a fase de transição que será concluída em 2033, e o foco inicial é a calibragem das alíquotas e testes do sistema. A mudança afetará não apenas os encargos tributários, mas também fundamentos essenciais dos negócios, sendo um movimento que envolve toda a gestão da empresa.
Essa alteração ocorre em um contexto econômico de pressão sobre margens e juros ainda elevados, o que reduz a margem de erro das decisões executivas.
Dados divulgados recentemente na imprensa mostram que 72% das empresas brasileiras ainda não estão preparadas para adaptar processos de pagamento a fornecedores, especialmente na emissão, recepção e conciliação de notas fiscais com os novos tributos, conforme pesquisa pela V360, com 355 empresas de médio e grande porte.
A nova lógica fiscal cobra uma revisão das estruturas de custos e precificação, pois se não calibrada pode gerar distorções relevantes. A adaptação requer uma visão clara dos impactos setoriais, a fim de prever os efeitos.
Atenção para a precificação:
A lógica do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) altera profundamente a formação de créditos e débitos ao longo da cadeia. Esse movimento exigirá uma revisão abrangente de custos, critérios e políticas de preços para a empresa garantir competitividade.
Noutro ponto é crível que se observe que a reforma afeta o capital de giro e o fluxo de caixa, pois as mudanças na data de recolhimento e recuperação de créditos alterarão o financeiro. Dado o cenário de juros elevados estes alongamentos no ciclo financeiro podem resultar em custos adicionais.
A competitividade das empresas com a reforma:
O governo buscou maior neutralidade tributária, simplificação e previsibilidade com o fito de inserir o país mais assertivamente em cadeias globais.
O cenário posto exige alta eficiência operacional e clareza regulatória, apoiadas por capacidades como gestão integrada de custos, e principalmente governança, compliance. A regulação trará a operação com custos mais transparentes, preços consistentes e menor incerteza jurídica.
Finalmente, a reforma tributária é o teste final de maturidade gerencial das companhias, com revisão de modelos de gestão, estruturas de custo e processos decisórios. O momento de ajuste é em 2026, deve-se encarar como uma mudança estrutural, e não apenas tributária, assim permitirá às empresas enfrentar desafios e capturar oportunidades de forma mais efetiva.
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